*Colaboração: Julia Meireles
Aquecimento ameaça agricultura
O aquecimento global vai ter um impacto drástico na agricultura brasileira. Num estudo recém concluído, pesquisadores da Embrapa Informática, do Ministério da Agricultura e da Unicamp mostram que o café, o arroz, o feijão, o milho e a soja terão suas áreas aptas ao cultivo reduzidas praticamente pela metade, assim que a temperatura média da Terra estiver 5,8o acima da atual. Esse aumento da temperatura deve ocorrer num prazo de 50 a 100 anos, conforme previsão do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima - OESP, 18/3, Vida, p.A16.
Aquecimento é irreversível, diz modelo
Apesar dos esforços atuais para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, o aquecimento global continuará neste século, afirmam dois estudos publicados ontem na revista Science. O aquecimento aumentará a temperatura média do planeta e elevará o nível do mar em mais de 11 centímetros, causando várias alterações climáticas e topográficas, muitas delas negativas. Segundo os cientistas, mesmo se gases de efeito estufa não forem mais emitidos a temperatura do ar aumentará numa média de meio grau centígrado. Os estudos vêm de modelos climáticos de computador - FSP, 18/3, Ciência, p.A14; OESP, 18/3, Vida, p.A16.
Os dramas do clima, dentro e fora
"Esta semana, os ministros de Meio Ambiente da União Européia propuseram uma redução das emissões entre 15% e 30% até 2020 e entre 60% e 80% até 2050 (sobre o nível de 1990). É uma tentativa de estabelecer metas para depois de 2012, no âmbito do Tratado de Kyoto - metas às quais os EUA se opõem, mas que os europeus pretendem estender aos países ditos em desenvolvimento, especialmente China, Índia e Brasil. Entendem os europeus que os EUA não aceitarão compromissos se os países em desenvolvimento que mais emitem também não os aceitem", artigo de Washington Novaes - OESP, 18/3, Espaço Aberto, p.A2.
Postado por Denis em março 20, 2005 01:45 PM